TV e Pipoca Indica: Filmes | A Criada


Reviravoltas, erotismo e uma boa pitada de originalidade. É o que você pode esperar, sem medo, em A Criada (2016), filme dirigido pelo sul-coreano Park Chan-Wook, mesmo diretor de Oldboy (2003). Baseado no romance Na Ponta dos Dedos da autora britânica Sarah Winters, o longa, também conhecido como The Handmaiden, em inglês, e Ah-ga-ssi, em coreano, recebeu muitas críticas positivas, prêmios e menções de melhor filme estrangeiro em diversos países. E, certamente, não foi à toa.

O filme se passa em 1930 na Coreia do Sul, durante a ocupação japonesa no país, e começa com a trama entre Sookee (Kim Tae-Ri) e um conde fake (Ha Jung-Woo), que bolam um plano para enganar e tomar os bens de Hideko (Kim Min-Hee), uma herdeira que vive isolada numa casa enorme com o tio extremamente autoritário. Tudo vai acontecendo conforme o planejado, até que a narrativa engata e não quer mais parar! Infelizmente, não dá para contar muito sobre o desenrolar do enredo, mas vale destacar que este é um dos pontos altos de A Criada. Pode ter certeza de que “clichê” não é um termo que define este filme.

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No mais, precisamos tirar o chapéu para a forma como a equipe de Park Chan-Wook retrata a cultura oriental, através da riqueza de detalhes, das cenas belíssimas e do cuidado com o cenário, o figurino e os takes da produção. A Criada tem uma fotografia capaz de encher nossos olhos e marcar nossa memória. Além disso, é importante mencionar que o filme lida com muitos tabus da cultura oriental, como o sexo e o empoderamento feminino. Bem, não podíamos esperar menos, uma vez que A Criada é baseado num livro de uma autora feminista.

Com muita sutileza e, ao mesmo tempo sedução, o filme consegue nos prender até o último minuto – que não são poucos! Cerca de 2h30 de duração – e nos fazer entrar numa realidade que não nos pertence, mas que, de certa forma, nos parece tão próxima. Prepare a pipoca e o coração, porque o filme vale a pena do começo até o fim!

Jenas

Louca por games, animes, mangás, séries, filmes e tudo o que desperte (e alimente) minha imaginação. Ah, se eu pudesse fazer dungeons em carne e osso...