TV e Pipoca Indica | Stranger Things 2


Dia de TV e Pipoca Indica galera. E hoje nós temos aquele que deve ser a indicação mais fácil de todos os tempos.

Assistam Stranger Things 2! Eu sei, já assistiram, não é? E por ser tão incrível hoje iremos falar da segunda temporada da série que se tornou um fenômeno mundial tentando esmiuçar suas qualidades.

Sendo assim galerinha, quem não viu ainda e está lendo o post, fiquem cientes que terá spoilers no texto, certo?

A segunda temporada segue abordando os mistérios do “mundo invertido”. Só que dessa vez trazendo o personagem Will e todo drama que ele viveu no tempo que esteve no mundo invertido na primeira temporada, agora começa a se transformar em problema graças a uma criatura que a princípio particularmente me lembrou alguma coisa de Lovecraft. Essa criatura acaba se apoderando do subconsciente de Will e de certa forma manipulando o garoto para tentar “invadir” o mundo dos humanos com criaturas que realmente se tornam ameaças físicas.

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E então nós temos a ameaça da temporada resumida nessa situação. Vale destacar a atuação de Noah Schnapp no papel do Will. Um personagem denso com carga dramática forte e o garoto foi gente grande na atuação.

Outras coisas que fizeram a série interessante, foi a introdução da personagem Max que foi apresentada ao grupo de garotos como Mad Max, mais uma ótima referência. A personagem é cativante e foi muito bem trabalhada assim como todo núcleo dos garotos é bem trabalhado. A personagem foi introduzida enfrentando problemas num grupinho de crianças que normalmente tem certos problemas para se relacionar. Esse é um ponto forte de Stranger Things desde a primeira temporada. É extremamente humana e real a relação de amizade e conflito entre as crianças.

O irmão de Max, Billy, também foi introduzido. Nesse caso em questão, achei um ponto fraco.  Não achei um personagem que acrescentasse tanto, suas motivações pareciam vazias assim como a de Steve na primeira temporada e que souberam aproveitar muito bem nessa segunda temporada apesar do triângulo amoroso que ainda existe com Jonathan e Nancy que em certos momentos acaba tirando um pouco o foco da série.

Um ponto bizarro também são os pais das crianças que parecem não estarem aí para nada na vida e nem se dão conta dos filhos desaparecidos há dias.

Outro ponto que não gostei foi o personagem Mike. Talvez por conta das gravações de  It, Finn Wolfhard não teve um desenvolvimento que poderia com seu personagem.

Agora, os pontos fortes em minha opinião, foram a relação de Hopper com Eleven. Uma evidente relação de pai e filha com atuações que certamente tiveram muita liberdade em cena com David Harbour e Millie Bobby Brown. A expansão de Eleven como ser humano foi muito bem realizada atingindo um ponto alto no episódio com sua “irmã”. Fazer a personagem refletir, tomar decisões importantes através das relações afetivas, foi  muito importante na temporada. Tivemos uma Eleven mais emocional, e isso agregou muito.

E falando em agregar, não podemos esquecer de Sean Astin no papel de Bob que conquistou todo mundo com seu papel carismático de um nerd fracassado na juventude que tem sua volta por cima de maneira espetacular. Aquisição certeira de um cara que já fez parte dos Goonies, outra referência da segunda temporada.

Referências… além das já citadas, nós tivemos tantas referências deliciosas que eu decidi fazer uma listinha aqui do que rolou de “homenagem” na segunda temporada. Tais como: Exterminador do Futuro, Caça Fantasmas, Dragon’s Lair, Dig Dug, Alien, Exorcista (a possessão de Will), Gremlins, (na relação de Dustin com Dart e o medo da luz), Punky a Levada da Breca… essa série é demais.

Tudo isso aliado com atuações ótimas e um final igualmente cativante. A segunda temporada vale muito a pena. É melhor do que a primeira. Já fica aquela saudade.

Até lá aguardaremos ansiosos.

Rodrigo Beauclair

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