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Como seria se Sherlock Holmes vivesse em pleno século XXI?

Eu andava me fazendo essa mesma pergunta alguns meses atrás e posso garantir, a resposta encontrada foi para lá de satisfatória.

Como uma verdadeira amante de literatura, a obra do inglês Sir. Arthur Conan Doyle sempre me chamou muita atenção, assim como a de meio mundo, se não mais. As narrativas bem elaboradas em forma de ação/suspense policial, tendo como protagonistas o detetive Sherlock Holmes e o Doutor John Watson, conseguem de forma assustadora consumir seus leitores de modo que não parem até que descubram todos os mistérios ali presentes.

Sempre surpreendidos pelas peripécias do detetive Holmes, seus fãs até hoje tentam descobrir se tal homem realmente existiu e se lutou contra crimes, morando na Rua Bakerly 221B. E, aproveitando- se disso, a grande industrial cenográfica – após perceber que a fama lendária do inglesinho nunca cessaria e o ápice para as séries digitais na nossa era – deu mais uma cartada bem sucedida que rendeu mais uma nova paixão para nós, cinéfilos de coração.

Em 25 de Julho de 2010, o canal BBC estreou SHERLOCK, uma série onde Sherlock Holmes se encontra em carne e osso em pleno século XXI e enfrenta desafios cada vez mais perigosos, não apenas para si mesmo, mas para todos que o cercam.

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De primeira, já podemos captar o charme do personagem de forma nada sutil. O piloto já se inicia com o primeiro contato entre Watson e Holmes, e, de bônus, ambos se envolvem em uma investigação complicada sobre suicídios que estão interligados. A inteligência absurda de Holmes se destaca a cada minuto, as piadas sutis rompem com a tensão existente e um laço de confiança começa a se desenvolver entre os dois protagonistas. Ao final do piloto, também conhecemos Mycroft Holmes, o irmão mais velho de Sherlock. Uma coisa posso lhe segredar, no primeiro momento, Mycroft é um verdadeiro pé no saco com todo seu ego inflado que facilmente ocuparia o lugar de uma pessoa física, mas, à medida que os episódios e as temporadas se desenvolvem, começamos a compreendê-lo, e, assim, nos apaixonamos pelo segundo Holmes da série.

Preservando a essência dos contos originais, o antagonista Jim Moriarty, a doce (mas não se engane) Mary Morstan, o tapado-não –tão- tapado inspetor Lestrade, Mrs. Hudson e a sedutora Irene Adler também aparecem na série, e, assim como os protagonistas, ganham destaque pela complexidade gostosa que cada um tem em particular. Novos personagens também são apresentados, como por exemplo, a doce e inteligente legista Molly Hooper, e, que mesmo não pertencendo às tramas literárias originais, conquistaram idem respeito no meio dos fãs de SHERLOCK.
Tramas intrigantes se desenvolvem em longos capítulos de 1h 30min e não se assuste com a duração, pois a partir do momento que você se sente cativado pela série, a hora passa muito rápido. Até o momento, quatro temporadas já foram produzidas e rezamos para que a quinta temporada não demore tanto para estrear.

De um modo geral, a série conseguiu superar todas as minhas ideias mirabolantes de como seria se Sherlock vivesse no mundo hoje, e, contando com o elenco magnifico que apresenta Benedict Cumberbatch na pele do detetive, só pude perceber o talento imensurável que os roteiristas, atores e todas as outras pessoas envolvidas mostraram ao dar vida a toda essa trama.

Creio que até mesmo Sir. Conan Doyle tiraria seu cachimbo para todas essas pessoas que estão conseguindo honrar o trabalho de toda a sua vida.