Crítica Gratuita | A Maldição da Casa Winchester

A Maldição da Casa Winchester

maxresdefault-1-1-300x169 Cinema Críticas Filmes Lançamentos Sem categoria “A Maldição da Casa Winchester” se passa em um ponto isolado, à 50 milhas de distância de São Francisco.
Construída por Sarah Winchester (interpretada pela ganhadora do Oscar® Helen Mirren), herdeira da fortuna dos Winchester, a casa não conhece seu fim. Construída durante décadas de forma incessante, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, ela tem sete andares de altura e abriga centenas de quartos. Para um estranho, parece um monumento monstruoso que reflete a loucura de uma mulher perturbada. Mas Sarah não está construindo para si, e sim para sua sobrinha (Sarah Snook) ou para o brilhante Dr. Eric Price (Jason Clarke) que ela convocou para ir à casa. Ela está construindo uma prisão, um asilo para centenas de fantasmas vingativos, e os mais aterrorizantes deles têm o intuito de se estabelecer com os Winchesters.

Ao ler essa sinopse e com o fator interessante de ter sido baseado numa história real – a mansão realmente existe e é considerada a casa mais mal assombrada do mundo – parece que estamos diante de um filme ímpar, sensacional, incrível e cheio de sustos, um novo marco no cinema de horror, que já vinha bem com lançamentos recentes como “Corra!” e “Ao Cair da Noite”.
Só que não…
Temos aqui uma série de cliches mal aproveitados, bem como boas ideias que não seguem um caminho muito favorável.

A mansão é um ambiente sensacional para ser explorado, como anunciado no começo do filme, possui quase cem cômodos, mas se resume a alguns poucos quartos e corredores sem muita criatividade, mesmo que cada quarto deveria ser “único”, como explicado durante o filme, não é bem isso o que acontece.
Sem nenhum primor no que tange os aspectos técnicos, temos uma direção ultra burocrática, sem nenhum vislumbre de originalidade ou tentativa de inovar o gênero.
Na realidade, o que vemos aqui é um mau uso de clichês com sustos totalmente previsíveis, efeitos práticos baratos e até uma tentativa de computação gráfica bem fraca.
Ainda sobre os aspectos técnicos, a trilha sonora é tão insignificante que é complexo dizer se afeta positivamente ou negativamente o filme, logo, deixemos isso de lado.

Quanto as atuações, é triste ver a ganhadora do Oscar, Helen Mirren, num processo tão automático e sem brilho algum. A tristeza se estende para os demais integrantes do elenco, que não entregam nada além de algo aceitável para suas atuações, em especial para o menino que poderia ser interessante, mas aparece pouco e não foi bem trabalhado.

Resumindo: evite as sessões mais caras caso realmente queira arriscar assistir ao filme nos cinemas.

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Marcus Vinicius Rodrigues da Silveira

Pseudo crítico, amante de terror, suspense e sci-fi em geral, apresentador do Crítica Gratuita.