Grandes roteiristas dos quadrinhos | Tom King

Saudações leitores do TV e Pipoca e fãs de quadrinhos. Hoje estamos trazendo uma matéria especial que pode até virar uma série. Por que não?!

Todo mundo sabe que escrever não é nada fácil, e escrever um quadrinho, que o roteiro deve ser feito pensando na arte, é mais complicado ainda. Por isso, decidimos homenagear grandes roteiristas da nona arte, começando por aquele que vem sendo um dos grandes nomes da atual geração. Trata-se de Tom King.

O americano desde os anos 90 já era fã da Marvel e DC, e a carreira na indústria começou muito bem, sendo assistente de Chris Claremont nas revistas do X-Men. Após alguns anos, King produziu seu primeiro título em 2012 chamado A Once Crowded Sky.

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Daí em diante a carreira dele foi uma ascensão. Em 2014 foi convidado para fazer Grayson ao lado de Tim Seeley pela DC numa das revistas que foram elogiadas no período dos Novos 52. King entregou uma narrativa envolvente e desenvolvendo o grande personagem Dick Grayson numa trama com tons de espionagem marcantes.

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Mas definitivamente a carreira deslanchou com os trabalhos recentes, sendo inclusive indicado ao Eisner. E aí que paramos de falar do crescimento na carreira e elogiamos a narrativa do roteirista e a evolução em seus trabalhos. Em 2016, ele criou com o selo da Vertigo, O Xerife da Babilônia. Um quadrinho com os desenhos espetaculares de Mitch Gerads. Um trabalho elogiadíssimo lá fora e que aqui no Brasil já saiu o volume um compilando seis edições.

A trama envolve o protagonista Chris Henry que é um ex-policial contratado pelo serviço militar para treinar a nova polícia de Bagdá após as tropas americanas terem invadido o Iraque. A trama se desenrola após um dos recrutas de Henry ter sido assassinado em plena Bagdá “pacificada”. O trabalho de Tom King aqui é impactante, a narrativa é totalmente amarrada com o traço forte de Gerads numa hq de guerra e investigação violenta. Um encadernado que vale a pena ter em qualquer coleção.

A curiosidade, é que logo após ter sido assistente de Claremont, King se tornou agente da CIA após os atentados do 11 de setembro. Este fato fez com que muita gente dissesse que O Xerife da Babilônia tivesse algumas inspirações na carreira dele enquanto agente da CIA.
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Além do Xerife da Babilônia, King fez sua obra que é super aguardada no Brasil pelos fãs, e concorreu ao Eisner. Trata-se de um retrato diferenciado do Visão. O personagem que não é o mais popular da Marvel, caiu nas mãos de Tom King para que ele pudesse explorar o herói e sua família vivendo em sociedade. Máquinas, sintozóides vivendo em sociedade. Eu preciso ler isso quando chegar no Brasil.

Neste ponto da carreira, o roteirista era a nova estrela do mercado, o cara do momento. O que mais poderia acontecer? Oras, o óbvio. Um grande título sendo entregue em suas mãos. Aí veio o Batman!

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Tom King recebeu o trabalho de escrever a nova fase do Batman no Renascimento que é a fase sucessora dos novos 52. Em plena atividade, a narrativa do roteirista é consistente e nós temos visto um Batman que se preocupa em proteger seus aliados em arcos de histórias eletrizantes, com uma ação sem aquele drama profundo das histórias de Batman que a gente conhece e viu muito nos novos 52.

Até o momento temos quatro mensais da revista publicada aqui no Brasil pela Panini. O resultado tem sido ótimo e a narrativa marcante de King permanece. Queremos grudar na história até finalizar.

Que muitos outros trabalhos venham com a mesma qualidade do grande roteirista, Tom King.

Rodrigo Beauclair

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