TV e Pipoca Indica: Filme | John Wick

Hoje é que dia? Sexta feeeeira!

Dia de TV e Pipoca indica. E hoje trago para vocês um dos meus filmes favoritos do gênero de ação. Trata-se de John Wick 1 e 2. Sim, hoje são duas indicações em um post só.

E a indicação de hoje é diferente porque é para um nicho específico. Não irá agradar todo mundo. Se você espera por algum tom dramático, esqueça isso. O máximo que temos de dramaticidade acontece nos primeiros minutos do primeiro filme. O restante é a boa e velha (principalmente velha) ação, porradaria e tiroteio dos cinemas americanos.

Notaram que eu enfatizei a palavra “velha“? Sim, John Wick retorna a ação dos anos 80 que foi perdida ao longo dos anos. Aliás, perdida e anabolizada, ou melhor, disfarçada através da tecnologia exagerada.

O recurso do CGI tapa buracos com falhas na produção de um filme de ação. Mas ao mesmo tempo, o filme perde sua fluidez, não fica natural dependendo do caso. Enche de explosões e tomadas estratégicas perdendo o tempo de cena, desperdiçando um ato inteiro com cenas de ação desnecessárias.

E John Wick volta no tempo nesse sentido e nos consegue trazer um material que nos deixa satisfeito demais. A fluidez e tomadas inteiras de luta são incríveis. Talvez isso ocorra bem porque o diretor dos longas, Chad Stahelski, é um grande dublê de filmes de ação e entende como poucos a produção de uma boa tomada.

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Aliado a tudo isso temos Keanu Reeves. Sim, Keanu não está entre os melhores atores dramáticos do cinema, mas é um dos que melhor sabe utilizar a expressão corporal. E no filme em questão isso fica evidente. O cara faz todas as cenas. Seja de carro, utilizando as armas, as cenas de luta de rolamento no chão. Impecável

É inacreditável que um ator consiga ter tanta naturalidade nas cenas de ação. Você acaba jurando que ele é mestre naquilo tudo. E deve ser mesmo, se liga no treinamento do cara para o filme lá no final do post.

Bom, para finalizar, vamos ao que interessa, falar do que é feito o filme.

John Wick é um ex assassino de aluguel que se aposentou para viver a vida ao lado de sua amada esposa. Só que o primeiro filme já começa mostrando que John perde a esposa para uma doença terminal. Como último presente ela deixa um cachorrinho para que John se console com a perda. Só que membros de uma organização criminosa da qual John fazia parte acaba invadindo sua casa e matando o cachorrinho. Pronto, motivo suficiente para Wick sair da aposentadoria. Tudo isso no primeiro filme.

Daí em diante é um show, a gente começa a entender o tamanho da organização criminosa que se expande absurdamente no segundo filme ao mesmo tempo que o mito de John Wick se expande também. E acreditem, o segundo filme consegue ser melhor que o primeiro. John Wick acaba sendo obrigado a voltar a organização criminosa contra sua vontade. E como não poderia deixar de ser, toca o terror em todo mundo.

Definitivamente um espetáculo do gênero. Não tente contar as mortes no filme, são infinitas e com momentos e diálogos que Tarantino assinaria embaixo.

Detalhe, o final do segundo filme é uma deixa gigantesca para um terceiro. E a gente agradece. Vale muito a pena. Assistam o quanto antes. Ação de primeira qualidade.

Por fim finalizo com um dos diálogos marcantes do filme:

“Você por acaso sabe quem é John Wick?”

“Quem? O bicho papão?”

“Não, John Wick é o cara que a gente mandava pegar o bicho papão.”

Video abaixo de Reeves treinando para o segundo filme.

Rodrigo Beauclair

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