Sete Homens e um Destino – Critica

Nos tempos de super-heróis, viagens espaciais e um festival de CGI sendo jogado em sua cara, as vezes é prazeroso retornar aos clássicos da década de 60, sim, aos faroestes. Cenários e locações reais e um bom tiroteio.

Sete Homens e um Destino é a refilmagem do clássico de mesmo nome, lançado nos anos 60. Como todo remake o longa teve lá suas alterações, mas nada que tire a graça (e para os mais velhos a nostalgia) de ver um bom faroeste. O filme consegue captar perfeitamente a emoção dos antigos faroestes, com um roteiro que não compromete uma trama complexa. Peter Sarsgaard vive o vilão Bogue, que ao descobrir uma pequena vila, a invade e toma para si. Indignada Haley Bennett, que vive Emma Cullen, parte em retirada da vila em busca de um homem que pode ajudá-la a resgatar seu lar, este homem é ninguém mais ninguém menos que o mercenário experiente Sam Chisolm, vivido por Denzel Washington, que junta outros seis homens para lhe auxiliar nesta missão suicida para retomar o pobre vilarejo. As escolhas de elenco conseguiram trazer uma diversidade interessante entre os sete homens, um negro (Denzel Washington), um asiático (Byung-Hun Lee), um irlandês (Chris Pratt), o nativo americano Jack Horne (Vicent D’Onofrio), o mexicano Vasquez (Manuel Garcia-Rulfo) e o indígena “Red Harvest” (Martin Sensmeier), cada um que assiste ao filme consegue se sentir retratado na tela por estes personagens, e este é um dos pontos mais positivos do filme. As cenas de ação do longa não fogem do modo clássico de faroeste, algumas pistolas nas mãos dos atores e temos boas e excelentes sequências de ação com tiros e sangue para todos os lados. A interação entre os personagens funciona muito bem, eles são apresentados de uma forma bem simples, e que nos faz entender perfeitamente quem são e o que fazem.

De modo geral, podemos afirmar que Sete homens e um Destino é uma excelente volta no tempo, onde os filmes eram mais simples e menos complexos. Sete sacos de pipoca para Sete Homens e um Destino.

Felipe Coelho

Carioca/Nerd/Cinéfilo/ Fotografo. Meu nome é Luiz Felipe Coelho, tenho 15 anos e sou um grande apreciador da sétima arte.