Crítica | Tudo por um popstar

Você faria tudo por um popstar? E a sua versão de 16 anos faria ? A minha faria!

No dia das crianças, levei minha irmã de sete anos ao cinema, que na dúvida entre “Pé pequeno” e “Tudo por um popstar”, optou pelo segundo. Confesso que fui com medinho, afinal, já estou bem grandinha e apesar de ter gostado do que li da Thalita Rebouças, a repercussão sobre a adaptação de “Uma fada veio me visitar” intitulada “É fada” não foi das melhores, portanto, já sentei no cinema com os dois pé atrás. Mas, acreditem ou não, foi uma grata surpresa.

O filme conta a história de Gabi (Maísa Silva), Manu (Klara Castanho) e Ritinha (Mel Maia) que são melhores amigas e dividem o amor pela Slavabody Disco Disco Boys, a boyband sensação do momento, que anuncia um show no Rio de Janeiro levando as meninas à loucura. Porém, elas moram há horas do Rio e chegar nesse show não vai ser nada fácil.

Na saga de encontrar alguém para levá-las ao Rio, achar um lugar para ficar enquanto estiverem lá, conseguir meios para entrar no show (que já está com os ingressos esgotados) e manter a amizade intacta no caminho, as meninas passam por situações absurdamente inusitadas e que naturalmente nos levam às gargalhadas.

Destaque ainda para outros dois personagens que pesam na história e que eu particularmente amei tanto quanto as protagonistas: Babete (Giovanna Lancellotti) prima jovem adulta de Manu e Billy Bold, o youtuber que diz que a Slavabody disco disco boys não faz sentido, interpretado pelo Felipe Neto (entendedores entenderão).

O filme não é um primor técnico e não busca ser, mas Thalita Rebouças nos entrega um roteiro bom, porém limitado, Dante Belluti traz uma fotografia muito eficiente e a direção de Bruno Garotti torna a química entre as protagonistas tão real que você realmente acredita que elas são três melhores amigas com um objetivo em comum e não três atrizes interpretanto isso.

A Slava Disco Disco boys é uma banda internacional que conta com um brasileiro em sua formação, e isso foi o que mais me incomodou no filme, pois apenas o brasileiro tem falas, os outros dois não falam em momento algum do filme. Mas, acredito que como o público alvo é composto por crianças e pré adolescentes, eles optaram por não legendar, em contrapartida, a Slava tem o que faz falta em muitas boybands, representatividade.

Contudo, depois de quinze minutos de filme, você está nem aí para as coisas que soam como pontos baixos, você só lembra dos seus dezesseis anos e de como você amava Backstreet boys, N’sync, The Wanted ou New Kids on the Block e canta e grita MUITO, e a cada cena com o pé no romantismo entre uma das meninas e seu ídolo você  BERRA, LOUCAMENTE se anima junto com TODO o cinema.

Esse é um filme para juntar as amigas de adolescência e assistir sem culpa, levado assim três pipocas e meia.