Critica Gratuita | Os Estranhos 2: Caçada Noturna

pseudo-sequencia consegue superar original de 2008?

Em “Os Estranhos 2: Caçada Noturna”, acompanhamos o casal Cindy (Christina Hendricks) e Mike (Martin Henderson), que sai em uma viagem com os filhos Kinsey (Bailee Madison) e Luke (Lewis Pullman). Antes de chegarem ao destino, optam por passar a primeira noite em um acampamento de trailers administrado pelo tio de Cindy. No local, que parece deserto, encontram um bilhete do tio com instruções para se instalarem. Mas, após uma batida na porta do trailer, a noite deles torna-se um pesadelo e a família passa a ser perseguida por assassinos mascarados.

Me soa um pouco estranho ter o “2”, dando uma ideia de continuação para esse “Os Estranhos”. Sim, uma ideia bem próxima do “original “Os Estranhos“, de 2008.
Mas, é de fato uma sequencia?
Não nescessariamente e, caso não tenha assistido ao filme de 2008, fique tranquilo, é possível assistir ao filme de 2018 – talvez, seja até melhor não ter assistido ao “original” – sem grandes “perdas”.
Logo, vou focar somente neste filme, sem menções ao “original”, OK?

Como eu já havia mencionado na critica de “Verdade ou Desafio”, o terror possui diversos subgeneros, e é interessante quando um subgenero resolve incorporar outro subgenero. Aqui, temos uma mistura entre o conhecido “filme de invasão”(exemplo: Horas de Medo) com “slasher” (exemplo: Sexta-Feira 13). Ou seja, existe um “vilão” que quer entrar/perseguir e matar tudo o que estiver por lá.
Pode parecer uma premisa um tanto fraca, até mesmo tola, mas quando bem executada, pode render um bom divertimento sádico. Digamos que em “Os Estranhos 2” tem algumas coisas que funcionaram e outras que ficaram devendo.

Em filmes de terror, é um passo quase que primordial tu sentir um minimo de identificação com os personagens, ter a chamada “empatia”, e a partir disso, torcer por pelo menos um deles.
Infelizmente, as atuações aqui ficaram um tanto mornas, o que requer um certo esforço para torcemos pelos personagens. Como não me vi muito interessado pelos vilões, acabei torcendo por uma aceleração no tempo para que o filme chegasse logo ao seu ápice e pudesse entender o que estava acontecendo.
Talvez, essa dúvida que fica do por que tudo está acontecendo te prenda até o final, mas adianto que é nescessário um pouco de insanidade para engolir a motivação do que está acontecendo.

Tecnicamente, Os Estranhos 2 não se propõe a revolucionar em nada, mas tem duas boas cenas de ação que merecem destaque pelo modo “cru” como foram colocadas em tela, uma sequencia perigosa envolvendo um machado e uma “tacada” muito seca, o esmero na sonoplastia me incomodou – no bom sentido da palavra.

“Mas Marcus, Os Estranhos 2 vale ou não vale?”

A resposta direta é: vale, para quem sente falta de filmes de terror mais “old school”, com personangens razoavelmente burros e descartáveis, com um vilão sangue frio que só quer sangue e sim, com alguns litros de sangue e sadismo em tela.
Para que não é muito familiarizado com o gênero, é interessante ter em mente que esse tipo de terror não é daqueles que te dá susto, mas sim, envolve o horror de situação, ou seja, o horror é um pouco mais gráfico e desesperado do que “jumpscares” e barulhos altos.

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Marcus Vinicius Rodrigues da Silveira

Pseudo crítico, amante de terror, suspense e sci-fi em geral, apresentador do Crítica Gratuita.