Critica Gratuita | Verdade ou Desafio

Verdade: não é ruim, mas não é bom…

Em “Verdade ou Desafio“, Olivia, Lucas e um grupo de amigos viajam ao México como uma despedida antes da formatura. Lá, um estranho convence o grupo de estudantes a jogar um aparentemente inofensivo jogo de verdade ou desafio. Ao começar, o jogo desperta algo maligno – um demônio que força os amigos a compartilharem segredos sombrios e confrontarem seus medos mais profundos. A regra é simples, porém cruel: fale a verdade ou morra, faça o desafio ou morra, e se parar de jogar, também morre.

A sinopse é rasa, assim como o filme. Não espere camadas, desenvolvimento, questionamentos ou mesmo um susto bem feito. Aqui, a formula é a mais básica possível, e já vista em pelo menos meia dúzia de filmes: adolescentes, conflitos existenciais, algo ruim perseguindo eles.

Em um momento em que o cinema de terror/horror se mostra um ponto fora da curva – filmes apostando em ideias originais e plots bem elaborados, como em “Um Lugar Silencioso” ou “Corra!” – Verdade ou Desafio pode ser visto como uma mancha negativa no atual momento do gênero.
Mas há um porém: terror é um gênero muito abrangente: temos filmes “slasher”, como “Halloween” ou “Sexta-Feira 13”, bem como temos filmes como “Premonição”, onde o “mal” pode ser derrotado, mesmo que para isso, muitos morram.
Talvez, Premonição seja o filme que melhor represente o que temos em Verdade ou Desafio: até que é legal, mas, não é um filme que agrade todo mundo. Levando em conta que em Premonição temos um “bônus” com as mortes mais “elaboradas” – com algumas beirando o absurdo – em Verdade ou Desafio temos algo próximo, mas em muitos níveis abaixo no que tange a qualidade ou desenvolvimento.

Sobre as atuações, não há muito o que elogiar ou mesmo criticar: Lucy Hale não agrega muito para a personagem “ingênua e bondosa”, mas também não compromete seus minutos em tela.
Tyler Posey , que deve ser mais reconhecido por quem acompanha séries adolescentes como “Teen Wolf” e “Wolf Watch”, faz o bom rapaz que vive um leve dilema moral. É fraco, mas não deve concorrer ao “Framboesa de Ouro”.
Os demais personagens não fazem por merecer menção uma vez que apenas cumprem o papel – o jovem metido a “sabe-tudo”, a menina com problemas… nada que fuja muito do que é esperado.

É improvável que o filme se torne um grande sucesso de bilheteria, mas sei que existe um público que gosta desse terror mais “juvenil”, e que, nos últimos anos, se via meio esquecido. Não é a melhor opção, mas representa de maneira razoável uma subdivisão do terror que estava um pouco esquecida.

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Marcus Vinicius Rodrigues da Silveira

Pseudo crítico, amante de terror, suspense e sci-fi em geral, apresentador do Crítica Gratuita.