Critica Gratuita | Lady Bird: A Hora de Voar


Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). “Lady Bird” – nome escolhido por Christine para enfrentar essa nova jornada – enfrenta os mais diversos problemas criados por ela mesma, tais como mentiras, planos distantes da realidade que vive, amores frustrados, embates com amigas e sua familia, tudo na esperança de mudar sua vida.

Sem dúvida, o filme chama a atenção antes mesmo de começar a rodar. Nos créditos, já temos o selo de aprovação da distribuidora A24 – responsável pelos sensacionais “Moonlight”, “A Bruxa” e “Artista do Desastre”, apenas para citar os mais conhecidos – conhecida por suas produções independentes ou de cunho mais alternativo, já temos uma ideia de que o filme não sera tão “óbvio” assim.

E de fato, graças as mãos habilidosas de sua diretora e roteirista ,Greta Gerwig, temos um filme sobre adolescencia abordado de maneira sincera, direta, mas ao mesmo tempo, muito sutíl.

Das mentiras contadas para subir “socialmente” na escola, dos conflitos com sua familia e dos sonhos pautados em expectátivas fora de sua realidade, “Lady Bird” é uma deliciosa jornada de uma garota que quer algo mais que sua simples vida pode lhe proporcinar.

Passando em 2002, um ano após os atendados de onze de setembro, temos uma vaga ideia do que os americanos passaram no periodo – desemprego, notícias constantes sobre guerra e a busca por justiça/vingança.

Como dito logo acima, a sutileza com que Greta aborda diversos assuntos é notável, criando momentos risíveis sem que seja de fato uma piada, apenas o contidiano daquela jovem e das pessoas que a cercam.
Certeiro, o elenco é muito competende em suas propostas, desde a mãe incapaz de não ser sincera – e ter atitudes questionaveis sobre amor/cuidado – até os amores desajustados, todos têm um bom tempo em tela para ajudar nossa protagonista em suas desventuras e descobertas, sempre com algum tipo de explosão sentimental – ás vezes, um tanto quanto descabidas, mas bem justificadas.

Nos aspectos técnicos, não há o que reclamar. Trilha sonora agrega para lembrar que estamos no começo dos anos 2000, o jogo de câmeras é tranquilo, bem conduzido e as vezes imersivo, sem ser intrusivo.

Apesar de contar uma história que parece rasa – afinal, existem outros filmes sobre a passsagem da adolescencia para a vida adulta – “Lady Bird” é certeira em como contar essa história.
Concorrendo ao Oscar em 5 categorias – mesmo que este que vós escreve não tenha entendido muito bem do por que, apesar de ter adorado o filme – “Lady Bird” é um filme que merece ser visto no cinema!

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Marcus Vinicius Rodrigues da Silveira

Pseudo crítico, amante de terror, suspense e sci-fi em geral, apresentador do Crítica Gratuita.