It: A Coisa | Um Verdadeiro Clássico

Hoje é aquele dia galerinha, 7 de setembro, dia da independência.

Espera, espera… é mais do que independência, é dia de It: A Coisa. O remake do filme de 1990 estréia hoje nos cinemas do Brasil.

E sabe como é, clássicos sempre valem a pena dar uma conferida. Mas a questão é que aqui temos um clássico que vai além. Estamos falando de uma obra prima de Stephen King. O mestre do horror criou esta obra literária com quase mil páginas daquilo que ele melhor sabe escrever. E neste post, vamos falar um pouco da obra clássica, assim como o filme de 1990 para deixar você, que vai assistir o It de 2017, atento aos pormenores do longa que foi muito esperado para este ano.

Se você não for um leitor assíduo, tudo bem assistir o filme. Agora, se for um leitor voraz principalmente das obras de horror, procure ler o livro primeiro. E principalmente, não espere que o filme irá trazer toda a magia do livro. Stephen King nos entregou como foi dito acima, uma obra com quase mil páginas com terror pesado, ao mesmo tempo sútil, psicológico e cheio de nuances. Quase impossível trazer tanta magia com duas horas de filme. Veja o filme como uma adaptação sem muito compromisso e a experiência provavelmente será bacana. Embora seja difícil não ser exigente com adaptações de algo que é muito bom em seu formato original.

Mas chega de enrolações e vamos falar da obra.

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Pennywise de 2017

A Coisa” em si, não é exatamente um palhaço do mau como está na capa dos filmes e do próprio livro republicado. A coisa é na verdade, uma criatura centenária que se alimenta do medo das crianças e ganha forma de acordo com o medo de cada. Ou seja, em algum momento é Lepra, em outros é Judith, em outros é o Tubarão (por causa do filme de 1975 que Stephen King usa brilhantemente). Enfim, coisas ou criaturas que as crianças tem medo. A coisa consegue ler pensamentos e se materializar.

E a história é em cima de sete amigos da cidade de Derry no Maine que viram a coisa em sua infância e juraram combatê-la caso surgisse de novo. E 27 anos depois é exatamente o que ocorre. A coisa desperta de 27 em 27 anos e não de 30 anos como muita gente menciona. Aliás, tem uma curiosidade bacana sobre isso que vocês verão no final do post.

E então 27 anos depois, Michael Hanlon, o único dos sete amigos que ainda vive na cidade, sente a presença da coisa. Então ele liga para o grupo dos amigos. Todos prometeram combater a coisa caso reaparecesse. E assim temos o tom da história.

A figura de Pennywise, que seria o palhaço parcimonioso, ficou muito famosa pelo primeiro ato de terror do livro que tem inclusive no trailer do filme, que é a morte de um dos irmãos Denbrough após ver o palhaço no bueiro. Mas o palhaço ficou importante mesmo na obra, através do filme de 1990.

O filme em si tem furos grotescos, elementos de “trash movie” que ao mesmo tempo são legais, só que, por ser uma adaptação de algo gigantesco, acaba decepcionando muito essas furadas. Um dos erros por exemplo, é fazer o filme com essa diferença de dois tempos. Um no passado, e um na volta da coisa no presente. No livro fica intercalado demais. E no final chega ser eletrizante como o  passado intercala no presente.

Apesar de todas as falhas, nós temos Tim Curry, que fez Pennywise se tornar o que é. A caracterização e interpretação é fantástica. Ele foi um dos principais responsáveis por essa cultura do palhaço medonho. E eu torço muito que Bill Skarsgård, o Pennywise de 2017, seja tão fantástico quanto Tim foi em 1990.

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Pennywise de 1990

E é isso. Temos elementos para um grande filme. Tivemos um grande personagem no passado, uma grande obra literária recomendadíssima. Aproveitem, e vale a pena sim conferir tanto a obra singular de King, assim como o filme de 1990 e o de 2017 que está aí nas telonas.

Ah, sobre a curiosidade dos 27 anos… o filme de 2017 foi lançado 27 anos depois do primeiro filme. Bill Skarsgård, ator que interpreta o palhaço medonho de 2017, tem 27 anos. E por fim, o redator desta matéria, sim, tem 27 anos.

Opss…

Rodrigo Beauclair

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