Star Trek: Sem Fronteiras | Crítica

Com toda certeza podemos afirmar que 2016 foi um ano repleto de blockbuster’s referente ao mundo nerd, tivemos as produções que decepcionaram, as que nos entregaram o que queríamos e as que ficaram em sua média razoável. O filme que podemos dar como encerramento da temporada de verão americano é “Star Trek: Sem Fronteiras”, o terceiro filme da cronologia alternativa da tão aclamada e adorada série de TV dos anos 60. Nós do TV e Pipoca conferimos o filme e agora lhes trago o nosso veredito.

Com direção de Justin Lin, e roteiro de Simon Pegg (que interpreta o engenheiro Scotty), o terceiro capitulo estreou cumprindo o que havia prometido em seus trailers e spot’s, uma aventura descompromissada sem o drama de ser algo mais sério,  como o filme antecessor tentava ser. Desta vez vemos a equipe da USS Enterprise perdida em um planeta dominado pelo tirano Krall, vivido por Idris Elba. Ao assistir o longa é possível se sentir dentro de um episódio da série de TV, pois vemos um desenvolvimento e interação dos personagens de uma forma não muito usada no cinema, mas que funciona muito bem em tela. Sua trama não é complexa, porem simples e redonda que consegue envolver o espectador do inicio ao fim. Algo interessante a se destacar dos demais atributos positivos do filme são as cenas de ação. Lin dá uma nova cara as pancadarias, brigas, e aos combates espaciais; Vendo as cenas você se sente dentro daquele universo em meio ao caloroso combate da Enterprise. As mentes criativas por trás do filme conseguiram transmitir um mundo utópico, com naves, estações espaciais, teletransportes, onde toda esta composição nos faz sentir como se estivéssemos milhares de anos à frente do nosso tempo. Quatro palavras definem Star Trek: imersão, envolvimento, arrepios e nostalgia, sim, nostalgia. O filme também trás referências que fazem os olhos de qualquer “Treker” suarem de emoção. Simon Pegg foi uma excelente escolha para assumir o roteiro do filme, sendo fã como nós, ele conseguiu passar todo amor pela série para as telonas, respeitando o legado original e despertando paixão nas novas gerações de fãs.

Felipe Coelho

Carioca/Nerd/Cinéfilo/ Fotografo. Meu nome é Luiz Felipe Coelho, tenho 15 anos e sou um grande apreciador da sétima arte.