Rogue One: uma História Star Wars – Critica

Com direção do já conceituado Gareth Edwards(Godzilla), Rogue One: Uma História Star Wars se propõe a contar para o publico como os rebeldes conseguiram os planos da Estrela da Morte, cumprindo com êxito o prometido.

Na primeira cena do longa, somos apresentados a Galen Erso (Mads Mikkelsen) o engenheiro responsável pela construção da Estrela da Morte. O homem vive uma vida longe da civilização junto de sua filha Jyn Erso (Felicity Jones). Após o império sentir que necessita dos conhecimentos de Erso para finalizar o projeto, o diretor Orson Krennic (Ben Mendelson) é enviado para buscar Erso que é o único que pode finalizar o projeto, deixando assim sua jovem filha para trás. Anos depois com a rebelião já formada, o capitão Cassian Andor (Diego Luna) é enviado para resgatar a, já adulta, Jyn Erso e junto da equipe que deu origem ao tão famoso Esquadrão Rogue, eles partem em sua missão para capturar os planos que podem mudar o curso da guerra.

Pode-se cravar que entramos com o pé direito na nova onda de “spin-off’s” da série. Ao assistir Rogue One, sentimos que este é realmente um filme que expande o universo Star Wars, pelo simples fato de alterar seu foco. Durante os 7 filmes, o foco maior foi nos Jedi e na dualidade de bem e mal da família Skywalker. Aqui temos realmente um filme de guerra, personagens traumatizados por vidas difíceis e destruídas graças a guerra civil espacial. O diferencial de Rogue One é fazer com que o espectador não se importe com os personagens, mas sim com a missão que eles tem de cumprir. Capturar e entregar os planos da Estrela da Morte para os rebeldes, aqui é muito mais importante do que o desenvolver das tramas de Jyn, Cassian e cia.

Visualmente falando temos em Rogue One um dos filmes mais lindos da série. Gareth Edwards soube muito bem escolher as locações que serviriam de base para a criação dos planetas. Temos aqui desde planetas mais secos e áridos (Jedha) até planetas tropicais como Scarif, que enchem os olhos de quem vê com seus coqueiros e praias paradisíacas. Ao assistir a batalha do terceiro ato, logo vem a mente a guerra do Vietnã em meio as florestas com soldados rebeldes usando roupas idênticas a dos soldados americanos durante a guerra. Sentimos a gravidade dos AT-AT’s, a cada pisada na areia, o tão famoso Walker nos assusta e ao mesmo tempo nos deixa admirado com as posições de câmera que o diretor adota. As tomadas aéreas das X-wing’s houveram algumas mudanças em comparação ao que vimos em “O despertar da força” mas são mudanças que chegaram para somar e tornar a experiência mais imersiva o possível.

Rogue One: Uma história Star Wars cumpre as expectativas de todos do começo ao fim, sendo assim um filme feito de fã para fã. Não, Rogue One não é o melhor filme de Star Wars, mas com certeza ficará marcado na memória de todos os fãs da saga como um dos melhores produtos relacionados a saga.

Felipe Coelho

Carioca/Nerd/Cinéfilo/ Fotografo. Meu nome é Luiz Felipe Coelho, tenho 15 anos e sou um grande apreciador da sétima arte.